4 plataformas essenciais para vencer na automação de marketing


Que o sucesso de uma boa estratégia de marketing passa pela automação já é um princípio assumido pela generalidade dos profissionais. À medida que o mercado se desenvolve e os consumidores se tornam mais exigentes, as empresas tentam acompanhar o ritmo criando novas ferramentas – e a tecnologia tem sido um poderoso aliado nesta missão.

Empurrados pela sociedade do imediatismo, os profissionais de marketing tẽm, cada vez mais, que estar em todos os lugares ao mesmo tempo – e sempre com mensagens que primam pela customização.

No entanto, estar em todos os lugares ao mesmo tempo e, em simultâneo, personalizar ao máximo a mensagem para cada consumidor é humanamente impossível. É por isso que a tecnologia, com todo o seu potencial, se assume cada vez mais como solução inegável e quase obrigatória para quem não quer perder o barco.

Além de apoiar as estratégias tradicionais de marketing, a tecnologia acompanhou a própria evolução da área. Com o advento de novas visões, novas plataformas e novos tipos de públicos e segmentos – que fizeram nascer novas abordagens estratégias -, a tecnologia também se dividiu em diferentes áreas, especializando-se em algumas tarefas e focando-se em objetivos concretos. Simplificando, a tecnologia tem agora diferentes formas de enfrentar diferentes desafios, e essas formas são complementares entre si.

 

Chega, por isso, a altura em que, na área do marketing digital e da automação, são múltiplas as plataformas disponíveis. Quais escolher, porquê e para quê, é a questão que muitos profissionais colocam sem encontrar respostas definitivas. Vamos, por isso, explicar-lhe que tipo de plataformas de automação existem e para que servem.

 

Quais destas plataformas adotar vai depender da sua estratégia, do seu orçamento e da disponibilidade que tem para acompanhar o trabalho de todas elas – porque todas, mais ou menos autónomas, precisam de supervisão humana para dar sentido aos resultados obtidos.

 

4 plataformas de automação de marketing

 

  1. CRM

É a base de qualquer estratégia de automação de marketing, por isso, se quer começar a rentabilizar os seus contactos, é por aqui que deve começar.

CRM é a sigla de Customer Relationship Manager – em tradução livre, um sistema de gestão das relações com os clientes. No fundo, o CRM é uma plataforma que lhe permite armazenar, de forma organizada, os contactos que o seu negócio vai gerando.

Com um bom CRM implementado na sua empresa, não só tem acesso fácil à sua lista de contactos como sabe tudo sobre eles: onde foram gerados, em que contexto, de que forma, por quem. Quanto mais complexa for a sua estratégia de marketing, mais completa vai ser a informação que o CRM lhe dá.

A implementação de um CRM numa empresa não é rápida nem muito simples – numa primeira fase, vai implicar a importação e catalogação de todos os contactos existentes nas plataformas tradicionais -, mas vale muito a pena e, mesmo que no momento não veja grandes mudanças no seu negócio, acredite que no futuro vai agradecer ter feito este investimento.

As plataformas de CRM podem ser internas (implementadas dentro da empresa, que as controla na totalidade e é a única que tem acesso aos contactos) ou externas (fornecidas por terceiros, que cuidam da manutenção do sistema e apoiam a empresa na interpretação e rentabilização da informação que lá está). No caso de empresas de grande dimensão, o controlo total do CRM é quase uma necessidade, não só por questões de privacidade, mas também por questões de flexibilidade estratégica. No caso de pequenas e médias empresas, contudo, pode compensar contratar uma plataforma de CRM externa, porque quase sempre ela vem acompanhada de um serviço de apoio especializado que ajuda a rentabilizar os contactos de uma forma que, pelos seus próprios meios, a empresa nunca conseguiria.

 

É de reter ainda que uma boa plataforma de CRM deve ser “combinável”, isto é, deve estar preparada para ser ligada a outras plataformas de automação e trabalhar em conjunto com elas. De uma forma muito simples, considere o exemplo de uma plataforma de envio de emails: faz todo o sentido que o seu CRM esteja ligado à plataforma de envio de emails, de forma a que esta possa ir lá buscar os contactos; caso contrário, sempre que quiser enviar uma campanha por email vai ter de fazer uma exportação dos contactos do CRM e importá-los para a plataforma de envios, perdendo tempo, recursos, energia e correndo o risco de a base de contactos que está na plataforma de envios perder atualidade.

 

  1. Plataforma de envios

Não especificamos “envios de email” de propósito. Apesar de serem as mais populares, as plataformas de envios de email não são a única opção possível e o seu negócio pode até beneficiar mais do envio de outro tipo de mensagens, como SMS, por exemplo.

As plataformas de envios ajudam-no a difundir mensagens por bases de dados inteiras de forma simples. Ao contrário do envio tradicional de emails – que é lento, difícil e muitas vezes prejudicial, porque afeta a reputação de domínios e IPs e alerta os filtros de spam -, o envio através de plataformas especializadas é fácil, intuitivo e muito eficaz.

As plataformas de envios já têm o esquema todo montado: dos detalhes técnicos à reputação, tudo tem a devida manutenção e é trabalhado para que não prejudique a eficiência do seu trabalho.

Há, no mercado, muitas possibilidades neste ramo da automação. Há plataformas gratuitas, plataformas pagas, plataformas criadas só para si. A escolha deve depender dos seus objetivos, das suas necessidades e do seu orçamento.

 

Quando for escolher uma plataforma de envios para automatizar a sua estratégia de marketing, considere, além dos aspetos básicos (custos, vantagens e desvantagens), o tamanho da sua base de dados e os requisitos que o seu negócio deve cumprir em relação à privacidade dos dados. Não se esqueça que o GDPR responsabiliza a plataforma que trata os dados, mas também o cliente que lhos passou, por isso mantenha-se atento aos pormenores.

Para funcionar em pleno, uma boa plataforma de envios deve estar integrada com o seu CRM. Na realidade, estas plataformas ajudam a organizar os envios em massa, mas nada mais que isso. A manutenção da base de dados deve estar do seu lado, pelo que um CRM vai ser-lhe muito útil para esta parte.

A única desvantagem das plataformas de envios é precisamente a de que elas não fazem mais do que difundir mensagens. Isto quer dizer que, no caso dos envios de emails, vai precisar de construir a mensagem antes de enviá-la – e, se quiser ser mesmo eficaz, tem de cumprir as boas práticas da construção de emails. É, por isso, provável que venha a precisar de contratar serviços especializados para a elaboração das mensagens, o que é um custo a somar ao da plataforma de envios.

 

Lembre-se também que uma boa plataforma de envios de nada lhe serve se não tiver uma boa base de contactos, devidamente atualizada e trabalhada. Este é, por isso, um investimento secundário, já que só tem resultados se for antecedido de um bom investimento inicial em ferramentas de suporte.

 

  1. Analytics

É frequente que o termo “analytics” conduza os profissionais à ideia da ferramenta de análise da Google. No entanto, as ferramentas analíticas vão muito para além do que se passa no seu site: elas permitem-lhe avaliar as estatísticas do comportamento do consumidor, por exemplo, da viagem do cliente dentro do seu site, da receção (e recetividade) aos seus emails, da eficácia dos seus anúncios online.

Há toda uma panóplia de dados que podem ser analisados com as ferramentas existentes no mercado, mas claro que cada caso é um caso e a cada empresa só interessa analisar os dados que tem disponíveis. Queremos com isto dizer-lhe que a contratação ou implementação de ferramentas de análise deve sempre ser uma “segunda fase” de algo que já foi implementado primeiro. Simplificando, só lhe compensa investir numa plataforma de análise dos dados de email se, de facto, já tiver uma ótima plataforma e estratégia de manutenção de uma base de dados e de envio de emails; caso contrário, não terá grande informação para analisar, ou a que tiver não vai ter relevância estatística.

A relevância estatística é, aliás, uma das maiores armadilhas nas plataformas de análise de dados. Na realidade, amostras pequenas não podem ser tomadas pelo todo, pelo que, se o seu volume de mensagens é baixo, pode compensar-lhe mais guiar-se pelo instinto do que pelos números que o analytics lhe mostra.

Tal como as plataformas de envio de mensagens, as plataformas de análise de dados existem em versões pagas e gratuitas, normalizadas ou personalizadas ao seu negócio. A opção a tomar vai sempre depender do que precisa e de quanto tem para investir.

 

Além disso, é muito provável que os dados que lhe são devolvidos por uma plataforma de análise só façam sentido a um profissional de marketing que saiba interpretá-los. Desta forma, convém ter ao seu lado alguém que saiba “ler” e interpretar o que a tecnologia lhe diz, caso contrário o investimento não terá retorno.

A boa notícia é que há plataformas de análise de dados que, em troca de investimento variável, incluem um serviço de apoio e consultoria para que saiba tirar o melhor partido dos seus dados.

 

  1. Inbound marketing

Aqui não falamos bem de plataformas, mas mais de serviços. O inbound marketing é a conjugação de várias estratégias de marketing digital de forma simultânea e integrada, e existe sob a forma de serviço.

De uma forma simples, pode desenhar e implementar uma estratégia de inbound marketing com o apoio de empresas especializadas que o ajudam a obter retorno muito mais rapidamente do que se fizesse tudo dentro de portas.

Estratégias de inbound marketing podem incluir uma grande variedade de subestratégias, que vão do conteúdo patrocinado à construção de uma campanha publicitária nas redes sociais.

Além da produção dos conteúdos e do desenho da estratégia, o inbound marketing é muito difícil de manter porque exige um acompanhamento constante de resultados, que devem desencadear ajustes constantes das estratégias em curso. Assim, a contratação de serviços especializados tira do seu lado um peso enorme do ponto de vista do esforço e investimento de recursos.

Os serviços de inbound marketing fazem parte desta lista por dois motivos: primeiro, porque qualquer empresa que se queira manter ativa do ponto de vista digital tem de apostar no inbound marketing; depois, porque o inbound marketing é a maior fonte de alimentação de todas as outras plataformas, integrando-as num ciclo lógico e eficiente.

 

Vamos dar-lhe um exemplo: se uma campanha de email reativou determinado número de contactos (atualizando-nos no CRM), o inbound marketing pode ajudá-lo a recuperar a ligação a esses contactos, desencadeando uma campanha personalizada que os devolve ao CRM com uma nova condição de atividade e, consequentemente, os repõe no fluxo comunicacional.

 

Parece complicado, mas, com a ajuda certa, não é. O melhor é, por isso, procurar a ajuda de quem sabe.

 

Para o inbound marketing o investimento vai depender da dimensão da sua rede: quantas plataformas inclui, que tipo de estratégias tem em curso, qual o tamanho da sua base de dados. De forma simples, quanto maior for o seu esquema, maior será o custo.

Há soluções disponíveis tanto no mercado nacional como internacional. Compensa, por isso, avaliar o seu negócio – e o seu público-alvo – e perceber qual a solução que melhor se ajusta às suas necessidades.

Importante é que a sua solução integre sempre todas as outras plataformas que o seu negócio já usa – não só porque quer aproveitá-las, mas porque cada plataforma que deixa de fora é informação que desperdiça ao excluir do seu fluxo estratégico.

 

Em jeito de conclusão, deixamos-lhe apenas a ideia de que, por muito boa que seja, a tecnologia vai sempre precisar de um cérebro humano que dê sentido à informação. Assim, a sua empresa terá sempre uma de duas hipóteses: ou inclui, na equipa, alguém que tenha capacidade de gerir e analisar as campanhas em curso, ou compensa muito investir em plataformas que tenham serviços de consultoria especializada.

Investir nas plataformas sem investir no conhecimento será sempre desperdício de recursos, pelo que deve partir para a busca de soluções já com uma ideia clara do que procura para o seu negócio.

 

Photo by John Schnobrich on Unsplash

Marta Figueiredo

Autor: Marta Figueiredo

Head of Operations @ Smarkio

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