Como fazer da automação uma arma contra o bounce rate


Os números do bounce rate – ou, em português, da taxa de rejeição – são uma das métricas mais misteriosas de todas as que um site devolve aos seus gestores, e representam uma das mais inglórias lutas de quem ganha a vida a promover conteúdo. Como baixar a estatística?

Começamos com uma breve abordagem ao que é o bounce rate e o que representa esta estatística, para que também seja mais percetível a vantagem de fazer da automação uma arma de valor.

Bounce Rate ou taxa de rejeição

Mais familiar para os profissionais de marketing, mas, ainda assim, muito importante, o bounce rate ou taxa de rejeição é a percentagem de utilizadores que, após visitarem uma página, a abandonam em menos de 30 minutos sem clicar em link nenhum lá dentro, ou seja, fecham a janela ou recuam para a página anterior.

Ter uma taxa de rejeição elevada não é invulgar, mas o objetivo de qualquer produtor de conteúdo é mantê-la nos mínimos possíveis, já que uma taxa de rejeição alta significa que os utilizadores estão a consumir conteúdo sem converter.

A análise é fácil: não há, à partida, negócio que produza conteúdo digital sem segundas intenções. Se a sua empresa aposta num blog ou num portal técnico, com certeza é para atrair potenciais clientes e, mais à frente no funil de conversão, transformá-los em leads com elevada probabilidade de conversão – que é como quem diz, produz o conteúdo para, mais tarde, convencer os utilizadores a preencherem um formulário, inscreverem-se numa campanha ou executarem qualquer outro tipo de conversão.

Se a sua taxa de rejeição está alta, significa que o seu esforço terá pouco retorno: os utilizadores consomem o conteúdo mas depois não fazem nada com ele nem convertem no seu negócio. Como resolver?

A resolução para a taxa de rejeição

Teoricamente, a solução para uma taxa de rejeição muito alta é simples: só tem de convencer os utilizadores a seguirem da página de destino para outra página dentro do seu site, consumindo peças de conteúdo sucessivas.

Na prática, contudo, nada é assim tão fácil. Como convencer o utilizador de que o conteúdo da página a seguir é tão bom ou melhor do que aquele que acabou de ver, mesmo não estando à procura dele?

Uma das melhores formas de convencer os utilizadores a consumirem o conteúdo sugerido é prometendo-lhes que esse conteúdo é exatamente o que procuram. Parece fácil, até pensarmos no que é que os utilizadores procuram e darmos de caras com uma infinidade de respostas. Na realidade, cada utilizador é único, é movido por gostos e objetivos únicos. Querer oferecer-lhe exatamente o que ele quer é utopia… a menos que inclua a automação na história.

A automação na redução da taxa de rejeição

Se alguém consegue saber, a cada momento, em cada instante, o que cada utilizador procura, esse alguém é o seu sistema de automação. Graças à tecnologia de rastreamento, o seu sistema consegue identificar cada utilizador que entra no site e saber tudo sobre ele: de onde vem, como cá chegou, o que procurou nas pesquisas anteriores, até se é visitante habitual da sua página ou se chegou cá pela primeira vez.

Tendo tanta informação do seu lado, oferecer a cada utilizador o que ele procura tornou-se magicamente mais fácil. A partir daqui, só tem de implementar a automação no processo de sugestão de conteúdo.

Imagine que implementa uma espécie de AdSense na sua página – mas um AdSense que só funciona para si. Um espaço nas suas páginas aberto ao seu sistema de automação, que, baseado nas pesquisas anteriores do utilizador e no comportamento que já tem registado de visitas anteriores, sugere conteúdo afinado de acordo com as suas preferências individuais.

A tecnologia não é propriamente nova, já existem em muitos lugares e é usada para outros fins – nomeadamente o de recuperar visitantes através do remarketing. Neste caso, falamos apenas de uma utilização criativa para algo que já existe.

A vantagem de usar uma tecnologia que já sido implementada muitas vezes é que não tem de passar pela fase de testes: já sabe que ela funciona e como funciona, as falhas já foram corrigidas e agora é só implementar. Basta ser criativo.

A má notícia é que esta solução, tal como a descrevemos, ainda não existe e precisa de ser implementada de forma individual, o que pode exigir algum investimento em recursos técnicos. Ainda assim, o retorno promete ser grande: se os utilizadores forem irresistivelmente atraídos pelo seu conteúdo, consegue baixar a taxa de rejeição e conduzi-los melhor ao longo do funil de conversão até chegar ao resultado final pretendido, alcançando o tão desejado retorno sobre o investimento feito na produção inicial do conteúdo.

Resumindo, nem sempre se trata de inventar ou reinventar tecnologias e sistemas – aqueles que já conhecemos, testámos e usamos podem ser reaproveitados e utilizados noutros contextos, para fins semelhantes, poupando tempo, recursos e iterações desnecessárias. O Smarkio é uma plataforma de automação desenvolvida a pensar nas necessidades das equipas de marketing e tem a capacidade de se adaptar à criatividade dos seus utilizadores. Conheça aqui todas as funcionalidades do Smarkio.

Autor: Wagner Lopes

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