O que é a segmentação geográfica e como ela exponencia a automação


Confiar uma boa parte da sua estratégia de marketing a uma plataforma de automação é excelente: agiliza o trabalho, evita a perda de leads e ainda melhora a forma como as leads são abordadas.

No entanto, há uma forma de automação que, embora relativamente fácil de implementar, é ainda pouco usada no mercado português: a segmentação geográfica.

Segmentação geográfica

O nome é bastante indicativo do que falamos: é possível, graças às tecnologias, escolher os alvos da sua campanha por zona geográfica. Falamos de algo tão simples como pedir ao Facebook que mostre um anúncio apenas a quem tenha um IP localizado em determinado país, ou de algo tão complexo como programar a publicidade no computador de bordo de um táxi para se adaptar à localização em que ele se encontra a cada momento.

Na base de todas as estratégias possíveis está a geolocalização: saber onde o consumidor está permite-lhe adaptar mensagens, conteúdos e até oferecer campanhas exclusivas.

Como usar a segmentação geográfica em favor do seu negócio

Há várias formas de aproveitar a informação que a localização geográfica de um consumidor lhe dá. Neste artigo abordamos três: a adaptação da recolha de informação sobre a lead; a adaptação dos conteúdos apresentados a essa lead e a conjugação com a estratégia offline.

1. Adaptar os conteúdos à localização geográfica

Não é a mesma coisa oferecer um desconto em roupa de praia a um consumidor que está no litoral ou a um consumidor que está nas montanhas. Também não é a mesma coisa prometer descontos em museus a consumidores que estão a visitar cidades históricas ou a consumidores que até estão num lugar deserto e com pouca (ou nenhuma) oferta turística.

Adaptar os conteúdos à localização específica dos consumidores permite-lhe afinar as mensagens que passa, melhorando a eficiência e as taxas de conversão. Consegue ser mais oportuno, mais relevante e, claro mais interessante.

2. Adaptar a informação recolhida

Aproveitando a mesma forma de mensagem e até o mesmo call to action, consegue direcionar consumidores para landing pages diferentes dependendo da localização geográfica que os dispositivos indicam. Isto permite-lhe segmentar a sua base de dados desde o início. Pode, por exemplo, apresentar uma landing page mais informal a utilizadores que estão no recinto de um festival e uma landing page mais formal aos utilizadores que se ligam numa zona industrial ou num parque de negócios. A segmentação passa a funcionar não só no sentido de categorizar públicos, mas também no sentido de acompanhar a flexibilidade e adaptabilidade do seu próprio produto.

3. Conjugar o online com o offline

Deixamos para o fim a melhor: aproveitar a geolocalização dos utilizadores para combinar estratégias online e offline. Imagine que tem lojas físicas e um consumidor está ligado à internet perto de uma dessas lojas; pode oferecer-lhe, em tempo real e de forma exclusiva, uma campanha única e de tempo limitado para compras feitas na loja. É uma espécie de convite para entrar, mas feito por via digital e de forma oportuna.

Além de proveitosa do ponto de vista da melhoria da taxa de conversão, este tipo de estratégia também tem um impacto positivo na experiência do cliente, que se torna única e coerente tanto no meio digital como no meio real.

Como conseguir a geolocalização

Como referimos acima, a geolocalização é relativamente simples de conseguir, desde que cumpra as normas do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD). Não vai poder, por exemplo, registar se um utilizador específico se liga todos os dias em determinado endereço, mas pode indicar ao sistema um conjunto de variáveis (por exemplo, “para utilizadores que estejam entre as coordenadas x e y, mostrar determinado conteúdo”).

O importante é que do seu lado não haja registos que sejam conflituosos com o direito à privacidade dos consumidores; estando este direito garantido, tem praticamente uma infinidade de possibilidades na sua frente, basta ser criativo.

Integrar a segmentação geográfica na sua plataforma de automação

A integração da funcionalidade de segmentação geográfica numa plataforma como a do Smarkio não é difícil. Se, à partida, já pode incluir a localização nos registos dos utilizadores (desde que eles preencham um campo do formulário, fornecendo essa informação), também pode pedir ao sistema que, não registando no perfil visível do utilizador, lhe apresente determinados conteúdos em determinadas circunstâncias.

De qualquer forma, o melhor é sempre contactar o seu fornecedor de software de automação, para que ele lhe diga em detalhe o que pode, não pode, deve e não deve fazer – é sempre melhor confirmar do que pôr em causa o cumprimento do RGPD.

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Autor: Lynda Lourenço e Faro

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