Os 8 ingredientes essenciais para uma newsletter eficaz


A braços com a criação de uma newsletter para enviar à sua base de dados e não sabe bem por onde começar? Chegou ao sítio certo: trazemos-lhe os oito ingredientes principais da construção de uma newsletter eficaz e atraente para conquistar os seus contactos de vez.

Construir uma boa newsletter não é fácil: é preciso saber o que dizer, como dizer, em que formato, com que tipo de mensagem e com que frequência. Os sistemas de automação, embora estejam cá para ajudar, não nos servem de muito na hora da conceção, já que só a nos cabe a responsabilidade de curar o conteúdo e decidir a abordagem.

Há, contudo, um conjunto de valores que são transversais a qualquer newsletter para qualquer tipo de público, e é sobre eles que vamos debruçar-nos neste artigo. Não vão dizer-lhe que conteúdo incluir, mas vão certamente dar-lhe um bom ponto de partida e uma orientação no sentido de conseguir os resultados que procura.

Ter uma boa newsletter é importante por vários motivos: não só constrói a sua credibilidade como alimenta a sua relação positiva com os leitores. Venham ou não a converter no curto prazo, estes leitores vão, na pior das hipóteses, fazer eco das suas mensagens e contribuir ainda mais (e gratuitamente) para a construção da sua boa reputação.

Os ingredientes-chave de uma newsletter eficaz

1. O valor oferecido

Ninguém lê uma newsletter só porque sim, sobretudo nos dias de hoje, em que as nossas caixas de e-mail abarrotam com emails promocionais, e já lá vai o tempo em que podia repetir envios para utilizadores que não estavam interessados no que tinha para dizer: o GDPR obriga-o a manter a porta de saída desimpedida e nem sequer lhe permite insistir.

Assim, o maior segredo de uma boa newsletter é a oferta de valor. Ler uma newsletter (e interagir com ela) só vale a pena se o utilizador vir valor nessa interação, se receber em troca da leitura algo que procura. Se quer que a sua newsletter seja valiosa, ofereça informação exclusiva, nova ou didática. Algo que faça o leitor agradecer o tempo que dispensou a estudar a sua mensagem e querer continuar a ler as newsletters seguintes.

Outra forma de valorizar a sua newsletter é oferecendo descontos diretos ou promoções exclusivas a quem interagir com ela. Não é uma estratégia tão interessante do ponto de vista do conteúdo, mas é muito boa para manter a base de dados ativa e gerar conversões num prazo muito curto.

2. A combinação de conteúdo curado com conteúdo recente

Dependendo da frequência de envio que escolher, a newsletter pode rapidamente tornar-se um fardo para quem fica responsável por ela. Quem gere conteúdos sabe bem que, por muito animado que seja um negócio, dificilmente existe conteúdo variado e fresco todos os dias, pelo que é natural que algumas edições sejam muito difíceis de preencher  Desta forma, produzir conteúdo intemporal é sempre útil, porque as peças podem ser reaproveitadas passado algum tempo.

A vantagem de produzir conteúdo intemporal é não só a de ter com o que preencher as newsletters em alturas de menos novidades, mas também a de poder apostar duas vezes no mesmo cavalo vencedor: quando um conteúdo corre bem, pode, dali a uns tempos, repetir o envio do mesmo conteúdo e colher novamente os bons resultados.

3. Um excelente assunto

Aqui está em causa o assunto do email. Tal como não entra para fazer compras numa loja cuja montra é feia ou desinteressante, também não abre um email cujo assunto não lhe pareça interessante.

Escolher uma boa chamada para o assunto é essencial, porque é ela que decide, logo à partida, a sua taxa de abertura. Se não conseguir convencer os utilizadores a abrir a mensagem, pode ter o melhor conteúdo do mundo lá dentro, que ninguém vai ficar a saber.

4. A personalização

Quanto mais personalizado for o conteúdo de uma newsletter (e de qualquer plataforma, na verdade), melhor. Não envie a sua newsletter a um utilizador qualquer, envie àquele utilizador. Personalize o máximo que conseguir: o nome do destinatário, a saudação, as chamadas à ação, e vai ver que consegue melhor interação.

Para personalizar as mensagens, a melhor abordagem é a utilização de um software de gestão de bases de dados, que pode ser o mesmo que usa para a automação de marketing: quase todos os programas desta área permitem inserir códigos de personalização que, no momento do envio, são substituídos pelo nome ou por qualquer outra informação pessoal do recipiente que esteja disponível na sua base de dados.

Claro que, para conseguir cumprir esta etapa, é importante que a sua base de dados esteja o mais completa possível, pelo que a estratégia começa não na elaboração da newsletter, mas no momento de recolha de contactos para enviar essa newsletter.

5. A simplicidade

Aquele conceito de “uma frase, uma ideia” pode ser adaptado para a elaboração de newsletters: uma newsletter, uma ideia.

Evite encher as suas newsletters com várias ideias, mensagens e conceitos em simultâneo. A janela de atenção que as mensagens online recebem é cada vez menor, pelo que se desperdiçar os poucos segundos que o recipiente lhe dedica a tentar passar várias ideias de uma vez vai conseguir que nenhuma delas lhe fique na memória.

Mantenha a linguagem clara e objetiva, com chamadas à ação claras e curtas. Quando mais simples for a estrutura da sua newsletter, menor será o ruído e melhor será a eficácia da sua mensagem.

6. A coerência

Lembre-se que a sua newsletter é uma porta aberta ao seu negócio: certamente não quer instalar num palácio a porta de um casebre, que é como quem diz, não quer que a newsletter pareça uma coisa que o seu negócio não é.

Quando estiver a construir a sua newsletter, mantenha presente o código de cores e a identidade visual da sua empresa. Mantenha-se fiel ao tom e à abordagem a que o seu público está habituado e mostre consistência ao longo dos envios. A manutenção de elementos familiares em todos os envios vai trazer algum conforto e identificação a quem recebe os emails, alimentando a sensação de pertença e a fidelização.

7. O (re)conhecimento dos leitores

Antes de partir para a conceção da sua newsletter, pare para pensar no que os leitores querem saber. De nada lhe vale investir tempo e recursos na criação de conteúdos que depois não interessam a quem os recebe, por muito atraentes que lhe pareçam a si.

Se possível, tente organizar inquéritos e sondagens junto dos seus contactos para aferir que temas e abordagens lhes interessam mais. Além de tornar a sua mensagem muito mais certeira, também vai ter uma linha de orientação que o ajuda a definir o conteúdo a criar – que é como quem diz, dá um “empurrão” à sua criatividade.

8. O respeito pelo tempo

Respeitar o tempo dos leitores é um dos pontos mais críticos de qualquer newsletter. Acredite, qualquer excelente newsletter começa a perder sucesso a partir do momento em que se torna chata, invasiva e insistente. Por muito bons que sejam os seus conteúdos, pense que os leitores podem não estar ainda preparados para saber novidades suas todos os dias, por isso pondere na hora de decidir a frequência dos envios.

Se não sabe bem que frequência de envios deve escolher, comece por ser modesto: escolha uma frequência baixa e vá aumentando gradualmente, sempre atento aos resultados. Quando notar que, de forma consistente, os resultados das newsletters se tornam pior do que os das newsletters que eram menos frequentes (e aqui deve olhar, sobretudo, para as taxas de abertura), é porque chegou ao limite de tolerância dos leitores.

Ainda neste ponto, mantenha sempre em mente que a frequência de envio de emails também tem implicações técnicas, nomeadamente ao nível da saúde de domínios e IPs. Assim, é boa ideia manter-se em contacto com a equipa de apoio da plataforma onde armazena e gere os seus contactos – eles vão ajudar a entender de que forma deve analisar as frequências de envio e os cuidados que deve ter.

A importância de uma plataforma eficaz

Criar uma newsletter eficaz não é uma tarefa básica, e criar várias e frequentes boas newsletters é mais difícil ainda. Daí a importância de ter ao seu lado uma plataforma completa, com uma equipa de suporte competente, que apoie a  manter a base de dados saudável e a não destruir o que a sua estratégia de marketing constrói.

Autor: Lynda Lourenço e Faro

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